{"id":410,"date":"2024-07-31T00:32:23","date_gmt":"2024-07-31T03:32:23","guid":{"rendered":"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/?page_id=410"},"modified":"2024-08-06T14:18:47","modified_gmt":"2024-08-06T17:18:47","slug":"4a-mostra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/index.php\/4a-mostra\/","title":{"rendered":"4\u00aa Mostra"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"740\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/cartaz_mcdq24-a3-3-740x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-447\" srcset=\"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/cartaz_mcdq24-a3-3-740x1024.png 740w, https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/cartaz_mcdq24-a3-3-217x300.png 217w, https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/cartaz_mcdq24-a3-3-768x1063.png 768w, https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/cartaz_mcdq24-a3-3-1110x1536.png 1110w, https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/cartaz_mcdq24-a3-3-1480x2048.png 1480w\" sizes=\"(max-width: 740px) 100vw, 740px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-large-font-size\"><strong>PROGRAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os <strong>ingressos<\/strong> s\u00e3o gratuitos, metade fica dispon\u00edvel para retida neste <a href=\"https:\/\/site.bileto.sympla.com.br\/cinesantatereza\/\">site<\/a> e a outra metade meia hora antes da sess\u00e3o, na bilheteria do Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89 &#8211; BH &#8211; MG).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1\u00ba DIA&nbsp; &#8211;&nbsp; QUARTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o das 16:30<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quilombo Rio dos Macacos \/ Josias Pires \/ Document\u00e1rio \/ 120&#8217;12\u2019\u2019 \/ Quilombo Rio dos Macacos &#8211; Sim\u00f5es Filho &#8211; BA \/ 2017 \/ 14 anos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quilombo Rio dos Macacos \u00e9 um filme document\u00e1rio de longa-metragem sobre comunidade quilombola e sua luta pela garantia da propriedade da terra, de uso tradicional, reivindicada pela Marinha do Brasil, localizada entre os munic\u00edpios de Salvador e Sim\u00f5es Filho. Al\u00e9m de denunciar graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos \u2013 direito de ir e vir e de acesso \u00e0 \u00e1gua, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, moradia e trabalho \u2013 o filme registra, inclusive com imagens produzidas no calor da hora pelos pr\u00f3prios quilombolas, conflitos e negocia\u00e7\u00f5es visando a solu\u00e7\u00e3o dos problemas; documenta aspectos culturais, simb\u00f3licos e caracter\u00edsticas do territ\u00f3rio, como paisagens e lugares; registra mem\u00f3rias individuais e coletivas, tra\u00e7ando amplo painel de car\u00e1ter pol\u00edtico, social, cultura, etnogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o de abertura &#8211; 19:00<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><em><strong>Nota da curadoria<\/strong>: Na sess\u00e3o de abertura da mostra, programamos uma sequ\u00eancia de filmes que demonstra a diversidade da produ\u00e7\u00e3o quilombola e a centralidade das mulheres dentro dessas comunidades. Na fic\u00e7\u00e3o <strong>Casca de Baob\u00e1<\/strong>, uma troca de cartas entre a jovem universit\u00e1ria Maria e sua m\u00e3e Francisca costuram o presente, passado e futuro do Quilombo Machadinha. Em <strong>Ra\u00edzes que contam<\/strong> a est\u00e9tica da mulher preta \u00e9 colocada em reflex\u00e3o na perspectiva de uma quilombola. J\u00e1 os document\u00e1rios <strong>Eu sou ra\u00edz<\/strong> e <strong>Marta Kalunga <\/strong>nos<strong> <\/strong>coloca diante dos ensinamentos de Mestra Mariinha e de Marta Kalunga, em uma conclus\u00e3o que nos provoca a pensar a rela\u00e7\u00e3o entre o territ\u00f3rio e o corpo dessas mulheres.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Casca de Baob\u00e1 \/ Mariana Luiza \/ Drama \/ 11&#8217;34&#8221; \/ Quilombo Machadinha &#8211; Quissam\u00e3 &#8211; RJ \/ 2017 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Maria, uma jovem negra nascida em um quilombo no interior do estado, \u00e9 cotista na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua m\u00e3e, Francisca, leva a vida cortando cana nas proximidades do quilombo. As duas trocam cartas para matar a saudade e refletir sobre o fim de uma era econ\u00f4mica-social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ra\u00edzes que Contam \/ Marta Silva \/ Filme-Ensaio \/ 6&#8217;44&#8221; \/ Cachoeira &#8211; BA \/&nbsp; 2023 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O filme ensaio trata-se de um questionamento social com foco principal na autoestima de pessoas&nbsp;pretas, al\u00e9m de entregar uma viv\u00eancia muito particular e afetiva, tamb\u00e9m contribu\u00ed de forma muito&nbsp;positiva fazendo com que de alguma forma se sintam, se imaginem, se projetem na obra. \u00c9 tamb\u00e9m&nbsp;um ato pol\u00edtico e de resist\u00eancia, propondo questionamentos internos, externos, o intuito \u00e9 levar&nbsp;reflex\u00e3o e principalmente a cerca de ancestralidade, refor\u00e7ar o pertencimento para todos que se&nbsp;sentirem contemplados pela obra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Eu sou Raiz \/ C\u00edntia Lima e L\u00edlian de Alc\u00e2ntara \/ Document\u00e1rio \/ 7&#8217;10\u201d \/ Quilombo da Mata S\u00e3o Jos\u00e9 &#8211; Oroc\u00f3 &#8211; PE \/ 2021 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mestra Mariinha \u00e9 l\u00edder quilombola, e h\u00e1 mais de 40 anos luta \u00e0 beira do rio S\u00e3o Francisco para preservar a cultura e a natureza de seu territ\u00f3rio. Ela se dedica aos saberes das ervas medicinais, \u00e9 benzedeira e Mestra do Reisado do Quilombo da Mata de S\u00e3o Jos\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marta Kalunga \/ Marta Kalunga, Lucinete Morais e Thaynara Rezende \/ Document\u00e1rio \/ 30\u2019 \/ Comunidade V\u00e3o de Almas e Quilombo dos Kalunga &#8211; Cavalcante &#8211; GO \/ 2022 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conduzidos pelo corpo\/territ\u00f3rio de Marta, vamos de encontro com sua hist\u00f3ria, sua busca pela valoriza\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria e preserva\u00e7\u00e3o da cultura Kalunga, entremeadas por seu tear e dan\u00e7a da Sussia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2\u00ba DIA&nbsp; &#8211;&nbsp; QUINTA-FEIRA, 8 DE AGOSTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o das 16:30<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>F\u00e9lix, o her\u00f3i da Barra \/ Edson Foga\u00e7a \/ Document\u00e1rio \/ 73\u2019 \/ Comunidade Quilombola Barra de Aroeira &#8211; Santa Tereza &#8211; TO \/ 2015 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>F\u00e9lix Jos\u00e9 Rodrigues \u00e9 um personagem presente na mem\u00f3ria coletiva da comunidade quilombola de Barra de Aroeira, Santa Tereza, Tocantins. F\u00e9lix, um homem que foi escravizado, teria lutado na guerra do Paraguai e recebido das m\u00e3os do imperador D. Pedro II uma grande extens\u00e3o de terras no antigo norte de Goi\u00e1s, por sua atua\u00e7\u00e3o no conflito. A perda do documento original, ap\u00f3s a sua morte, leva seus descendentes a uma saga que j\u00e1 dura mais de 50 anos, na qual, um dos objetivos, \u00e9 comprovar a hist\u00f3ria e recuperar o territ\u00f3rio original, hoje ocupado por in\u00fameras fazendas e por duas cidades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o das 19:00<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Nota da curadoria<\/em><\/strong>: <em>Na quinta-feira, Dona Estela, Dona Siloca, Seu Domingos entre outros, narram a luta de terra no Quilombo de S\u00e3o Jorge em <strong>S\u00e3o Jorge e seus Drag\u00f5es<\/strong>. Como gente dos santos a comunidade resiste \u00e0s diversas ondas de apropria\u00e7\u00e3o do seu territ\u00f3rio pela a Aracruz Celulose.\u00a0 Em <strong>Gramame, um Rio de Hist\u00f3rias<\/strong> a lua \u00e9 quem dita o tempo da narra\u00e7\u00e3o onde Seu Sebasti\u00e3o, Seu Jo\u00e3o Batista, L\u00facia\u00a0 versam hist\u00f3rias e saberes de ro\u00e7ar e pescar no quilombo de Mitua\u00e7u assim como a luta pela preserva\u00e7\u00e3o do rio Gramame. Mei\u00e3o, Querer\u00e9, Tambor Grande e Matraca, s\u00e3o eles os instrumentos que falam em <strong>Queimei Canavial, Punga \u00e9 resist\u00eancia <\/strong>que aponta o fazer dos tambores como pr\u00e1tica de luta, que inspira na hora certa o aprendizado da natureza.\u00a0 Em <strong>Curta os Congos<\/strong>, o vento do leste-oeste comanda a dramatiza\u00e7\u00e3o das guerras jagas de Nzinga e as paisagem dos congos, h\u00e1 mais de 100 anos nas dunas de Ponta Negra. Com imagens de arquivo, o filme brinca com o tempo trazendo a import\u00e2ncia da preserva\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es populares.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Jorge e seus Drag\u00f5es \/ Sandro Jos\u00e9 da Silva \/ Document\u00e1rio \/ 41&#8217;10&#8221; \/ Quilombo de S\u00e3o Jorge &#8211; S\u00e3o Mateus &#8211; ES \/ 2011 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Contam no quilombo de S\u00e3o Jorge, situado no estado do Esp\u00edrito Santo, que a crueldade dos senhores escravistas os transformaram em drag\u00f5es. Este filme narra a hist\u00f3ria daqueles que resistem a esta crueldade. A pesquisa procurou compreender as categorias locais como a &#8220;resist\u00eancia&#8221; e as formas de intera\u00e7\u00e3o social do povo de S\u00e3o Jorge. O document\u00e1rio faz ainda uma leitura, a partir das mem\u00f3rias dos quilombolas, do Artigo 68 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que define a propriedade definitiva das terras de quilombo. S\u00e3o Jorge e seus drag\u00f5es \u00e9 inspirado no \u201cProjeto Territ\u00f3rios Quilombolas \u2013 UFES\u201d realizado entre 2004 e 2007, editado e finalizado em 2011.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gramame, um Rio de Hist\u00f3rias \/ Patr\u00edcia Pinheiro e Estudantes do EJA da Escola Ov\u00eddio Tavares de Morais \/ Document\u00e1rio \/ 21&#8217;23&#8221; \/ Quilombo Mitua\u00e7u &#8211; Conde &#8211; PB \/ 2018 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio feito durante o projeto de extens\u00e3o Hist\u00f3rias de Quilombo (UFPB), que desenvolveu oficinas de audiovisual com os estudantes de EJA da Escola Ov\u00eddio Tavares de Morais, em Mitua\u00e7u, Conde, PB.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste filme, os ribeirinhos e quilombolas do Mitua\u00e7u, revelam um pouco do seu olhar sens\u00edvel sobre o espa\u00e7o onde habitam e sua profunda rela\u00e7\u00e3o com a natureza, compartilhando um pouco das suas mem\u00f3rias e hist\u00f3rias e um pouco dos seus conhecimentos sobre as fases da lua, o fluxo do rio, as \u00e9pocas da pesca e da agricultura. A narrativa caminha evidenciando a luta pela preserva\u00e7\u00e3o do rio Gramame, crucial para a vida dessa comunidade e que hoje se encontra polu\u00eddo por ind\u00fastrias, pelo agroneg\u00f3cio e avan\u00e7os urbanos no entorno da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Queimei Canavial, Punga \u00c9 Resist\u00eancia! \/ Dayanne Santos, Maria Dalva Pires Belfort, Joercio Pires da Silva e Lu\u00eds Eduardo da&nbsp; Silva Costa \/ Document\u00e1rio \/ 16 &#8217;53 &#8221; \/ Territ\u00f3rio Quilombola Santa Rosa dos Pretos &#8211; Itapecuru-Mirim &#8211; MA \/ 2022 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este ensaio busca mostrar a import\u00e2ncia do tambor de crioula como instrumento de resist\u00eancia no territ\u00f3rio quilombola Santa Rosa dos Pretos, localizado no munic\u00edpio de Itapecuru-Mirim, no estado do Maranh\u00e3o. As fotos foram tiradas em abril de 2021, e apresentam a produ\u00e7\u00e3o de uma liberdade cotidiana que vem da for\u00e7a e das conex\u00f5es estabelecidas com o tambor, que \u00e9 um guia\/ator importante da defesa do territ\u00f3rio e do corpo dos quilombolas. \u201cO tambor como heran\u00e7a dos pretos \u00e9 o alimento da alma, algo que sustenta o ser, pois at\u00e9 quem t\u00e1 doente quando escuta o som do tambor, se levanta e vai brincar\u201d, ele assume distintos significados, bem como ele \u00e9 usado pelos moradores como instrumento de luta em momentos de manifesta\u00e7\u00f5es e enfrentamentos postos pelo Estado e por grandes empreendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Curta Os Congos \/ Raquel Cardozo da Silva \/ Document\u00e1rio \/ 9\u201935\u201d \/ Vila de Ponta Negra &#8211; Natal &#8211; RN \/ 2021 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Curta os Congos se inspira na sabedoria do Mestre do Congo de Cal\u00e7olas da Vila de Ponta Negra, Pedro Correia, nativo, pesquisador org\u00e2nico da comunidade e refer\u00eancia na cultura local. A VILA DE PONTA NEGRA \u00e9 a \u00e1rea mais antiga do bairro de Ponta Negra, Natal-RN, n\u00e3o se sabe ao certo quando foi fundada, mas as fam\u00edlias mais antigas do bairro recontam aproximadamente 300 anos de exist\u00eancia. Viviam num territ\u00f3rio comunal e a agricultura e a pesca eram as principais atividades econ\u00f4micas.&nbsp; O Curta os Congos apresenta a hist\u00f3ria de Mestre Pedro Correia, seus medos e sonhos. Mas n\u00e3o s\u00f3!&nbsp; Sua hist\u00f3ria transborda a individualidade e nos chama para a consci\u00eancia coletiva e fortalecimento da cultura e mem\u00f3ria local.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3\u00ba DIA&nbsp; &#8211;&nbsp; SEXTA-FEIRA, 9 DE AGOSTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o das 16:30<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Saberes Quilombolas: vou aprender a ler pra ensinar pros meus camaradas \/ Pl\u00ednio Gomes e Bruno Saphira \/ Document\u00e1rio \/ 90\u2019 \/ Comunidade Quilombola de Acupe de Santo Amaro, Comunidade Quilombola do Cambuta e Comunidade Quilombola de S\u00e3o Br\u00e1s &#8211; Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o &#8211; BA \/ 2021 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Um mergulho nas rela\u00e7\u00f5es entre o trabalho e as express\u00f5es culturais de tr\u00eas comunidades quilombolas da cidade de Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o &#8211; Bahia. Saberes ancestrais que d\u00e3o cor, sabor e ritmo a esses lugares de resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o das 19:00<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Nota da curadoria<\/em><\/strong>: <em>Na sexta-feira \u00e0 noite, testemunhamos o trabalho de comunidades que precede o momento do batuque e das express\u00f5es populares que conhecemos. <strong>Tambu<\/strong> nos apresenta a Jo\u00e3o Marcolino, que narra a tradi\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o dos tambores sagrados da principal festividade do Quilombo Mato do Ti\u00e7\u00e3o. Em <strong>Entoado Negro<\/strong>, para al\u00e9m do tradicional ritmo dos instrumentos e dos cantos, entramos no ritmo de trabalho e prepara\u00e7\u00e3o para a festa que a Comunidade Quilombola de Pedra D\u2019\u00c1gua realiza no 20 de novembro. Encerramos a sess\u00e3o com a express\u00e3o popular <strong>Nego Fugido<\/strong>, da comunidade quilombola de Acupe, onde reencenam a luta pela conquista da aboli\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tambu \/ Leandro C\u00e9sar e Marco Ant\u00f4nio Gon\u00e7alves \/ Document\u00e1rio \/ 30\u201918\u201d \/ Quilombo Mato do Ti\u00e7\u00e3o &#8211; Jaboticatubas &#8211; MG \/ 2022 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tambu \u00e9 um filme documental sobre a constru\u00e7\u00e3o dos tambus, tambores sagrados do Candombe. O filme \u00e9 narrado a partir da voz e experi\u00eancia de Jo\u00e3o Marcolino, construtor dos instrumentos e guardi\u00e3o da festa de S\u00e3o Jo\u00e3o, principal festividade do Quilombo Mato do Ti\u00e7\u00e3o. Em meio \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias no interior de Minas Gerais, fica claro o quanto a presen\u00e7a africana est\u00e1 viva, acesa como brasa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entoado Negro \/ Valtyennya Pires \/ Document\u00e1rio \/ 8\u201953\u201d \/ Comunidade Quilombola de Pedra D\u2019\u00e1gua &#8211; Ing\u00e1 &#8211; PB \/ 2017 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na luta pela garantia de direitos e celebrando o dia 20 de Novembro, Dia da Consci\u00eancia Negra, a Comunidade Quilombola de Pedra D\u2019\u00c1gua, localizada no munic\u00edpio de Ing\u00e1, na Para\u00edba, realiza uma festa singular: da sua prepara\u00e7\u00e3o at\u00e9 o seu acontecimento, toda a comunidade participa e comemora sua cultura Africana, que se faz presente nas dan\u00e7as, na capoeira, nas comidas e na pele dos remanescentes quilombolas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nego Fugido: A Voz do Nosso Povo \/ Paula Brito \/ Document\u00e1rio \/ 25 &#8217;33 &#8221; \/ Distrito de Acupe, Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o &#8211; BA \/ 2017 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nego Fugido \u00e9 uma express\u00e3o popular de cultura realizada pelos pescadores da comunidade quilombola de Acupe, localizada na cidade de Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o-BA, que h\u00e1 mais de um s\u00e9culo narra a saga dos negros escravizados que, em batalha, subjugam o rei de Portugal e exigem do monarca&nbsp; a carta de alforria. Uma encena\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3ria que coloca os negros como protagonistas da conquista da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4\u00ba DIA&nbsp; &#8211;&nbsp; S\u00c1BADO, 10 DE AGOSTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o das 16:30 &#8211; SESS\u00c3O INFANTIL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Nota da curadoria<\/em><\/strong>: <em>Nesta sess\u00e3o, reunimos filmes que compartilham saberes da tradi\u00e7\u00e3o quilombola e que d\u00e3o aulas que n\u00e3o s\u00e3o ensinados nas escolas. No primeiro hor\u00e1rio, ensinamentos sobre o preparo do <strong>P\u00e3o na Pedra<\/strong>. Em seguida, \u00e9 hora de conhecer o <strong>Pequeno Dicion\u00e1rio de Er\u00ea<\/strong> com o pequeno Luan Manzo. Para encerrar, viajamos at\u00e9 a Para\u00edba para descobrir o <strong>Tesouro Quilombola<\/strong> e mergulhar no <strong>Rio de Mem\u00f3rias<\/strong> com as crian\u00e7as do Quilombo Gurugi-Ipiranga.\u00a0<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>P\u00e3o na Pedra \/ Carmen Janaina Machado e Patr\u00edcia Pinheiro \/ Document\u00e1rio \/ 17\u201943\u201d \/ Comunidade Quilombola da Picada &#8211; S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul &#8211; RS \/ 2016 \/ Livre&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Parte da agenda de pesquisas Saberes e Sabores da Col\u00f4nia, o v\u00eddeo descreve a elabora\u00e7\u00e3o do P\u00e3o na pedra na Comunidade Quilombola da Picada, em S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul, RS.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pequeno Dicion\u00e1rio de Er\u00ea &#8211; Reflex\u00f5es de Luan Manzo \/ Anderson Lima \/ Document\u00e1rio \/ 10\u2019 \/ Comunidade Quilombola Manzo Ngunzo Kaiango &#8211; Belo Horizonte &#8211; MG \/ 2023 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pequeno dicion\u00e1rio de Er\u00ea \u00e9 um document\u00e1rio dirigido por Anderson Lima e estrelado por Luan Manzo, menino de 9 anos, que \u00e9 bisneto da matriarca Mametu Muiande do Kilombu Manzo N\u2019gunzo Kaiango, um dos mais reconhecidos pela cidade de Belo Horizonte (MG). Fundado em 1970 por um preto velho, pai Benedito, Manzo \u00e9 pal\u00e1cio de rei, governado por uma rainha. Ali germinam sementes e crian\u00e7as, em um processo educativo &#8211; a afrobetiza\u00e7\u00e3o &#8211; que afirma a organiza\u00e7\u00e3o, o coletivo, a ancestralidade e a circularidade do povo negro. As crian\u00e7as crescem sabendo-se respeitadas e, por isso, Luan percorre ali o espa\u00e7o sagrado, descrevendo-o com seguran\u00e7a, conhecimento, rigor e frescor infantil. No curta, Luan faz uma an\u00e1lise sem\u00e2ntica de palavras que rondam o mundo externo e o terreiro de Candombl\u00e9 que frequenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tesouro Quilombola &#8211; Semente Escola de Educa\u00e7\u00e3o Audiovisual \/ Estudantes da EMEIF Jos\u00e9 Albino Pimentel com media\u00e7\u00e3o dos professores Ana B\u00e1rbara Ramos, Felipe Leal Barquete e Valdenise Pimentel e da Semente Escola de Educa\u00e7\u00e3o Audiovisual \/ Document\u00e1rio \/ 23\u2019 \/ Quilombo Gurugi-Ipiranga &#8211; Conde &#8211; PB \/ 2021 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O document\u00e1rio Tesouro Quilombola foi produzido no contexto do projeto &#8220;O cinema e as palavras&#8221;, que desenvolvemos em 2019, na EMEIF Jos\u00e9 Albino Pimentel, no quilombo Gurugi-Ipiranga &#8211; Conde \/ PB, com o objetivo de contribuir com os processos de alfabetiza\u00e7\u00e3o e letramento nas s\u00e9ries iniciais do ensino fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rio de Mem\u00f3rias &#8211; Semente Cinematogr\u00e1fica \/ Estudantes da EMEIF Lina Rodrigues do Nascimento com media\u00e7\u00e3o dos professores Ana B\u00e1rbara Ramos, Felipe Leal Barquete e Isa Paula Morais e da Semente Escola de Educa\u00e7\u00e3o Audiovisual \/ Document\u00e1rio \/ 14\u201910\u201d \/ Quilombo Gurugi-Ipiranga &#8211; Conde &#8211; PB \/ 2019 \/ Livre&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As crian\u00e7as do quilombo Gurugi-Ipiranga (Conde\/PB) te convidam para uma imers\u00e3o audiovisual nos rios e nas mem\u00f3rias da comunidade sobre um modo de vida integrado com a natureza. Esse curta foi realizado pela Semente em parceria com a EMEF Lina Rodrigues do Nascimento, localizada no quilombo Gurugi-Ipiranga (Conde\/PB), em um projeto interdisciplinar de educa\u00e7\u00e3o ambiental, e foi apoiado pelo Programa Mais Cultura nas Escolas e pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, Esportes e Cultura da Prefeitura Municipal de Conde\/PB.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o das 19:00<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estreia<\/strong> do filme e roda de conversa com os moradores do Manzo: Mam&#8217;etu Muiand\u00ea Makota Kidoiale Joana Darc, Ant\u00f4nio Renato, C\u00e1ssio Emerson, Mauro \u00canio e Efig\u00eania Maria (neta).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As Cantigas Que Nos Guia \/ Kilombu Manzo \/ CAMPO \/ Document\u00e1rio \/ 62\u2019 \/ Quilombo Manzo \u2013 Belo Horizonte \u2013 MG \/ 2023 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1lbum visual e document\u00e1rio produzido pelo Ponto de Cultura do Kilombu Manzo Ngunzo Kaiango. Apoiado pelo Cultura Viva \u2013 Minist\u00e9rio da Cultura e do Turismo e Prefeitura de Belo Horizonte, 2023. As Cantigas que Nos Guia apresenta o Kilombu Manzo N\u2019gunzo Kaiango como fam\u00edlia descendente de Efig\u00eania Maria da Concei\u00e7\u00e3o (M\u00e3e Efig\u00eania, Mametu Muiande), matriarca e sacerdotisa da Umbanda e do Candombl\u00e9 kilombola. No Kilombu Manzo a ancestralidade \u00e9 cultuada com modos e significa\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, mantendo as tradi\u00e7\u00f5es africanas ensinadas pelo Preto Velho Pai Benedito, que \u00e9 o guia espiritual de Mametu Muiande. Cada um dos filhos e filhas, descendentes de M\u00e3e Efig\u00eania, recebeu ainda na inf\u00e2ncia ou na adolesc\u00eancia, cantigas que Pai Benedito ensinou como pontos cantados e encantados que descrevem a trajet\u00f3ria e miss\u00e3o desta fam\u00edlia kilombola.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5\u00ba DIA&nbsp; &#8211;&nbsp; DOMINGO, 11 DE AGOSTO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o das 16:30<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Nota da curadoria<\/em><\/strong>: <em>No domingo a tarde mergulhamos nas cartografias afetivas quilombolas. Em <strong>Era o Caminho Deles<\/strong> moradores do quilombo pedra branca tra\u00e7am mapas do tempo\/espa\u00e7o, hist\u00f3rias de antes e de hoje. Da janela do carro, da casa e do cinema espiamos a intimidade dessa partilha, pra gente tamb\u00e9m se achar no quilombo. <strong>Cambur\u00ed Resite<\/strong> \u00e9\u00a0 de \u00e1gua doce e salgada, comunga com o tempo da natureza e discute, a partir do cotidiano, as injusti\u00e7as clim\u00e1ticas na regiao. Em <strong>Olhos de Anast\u00e1cia<\/strong>\u00a0 o tempo da conta\u00e7\u00e3o, traz hist\u00f3rias de av\u00f3 na boca das netas, senhoras tamb\u00e9m no hoje dos quilombos de Anast\u00e1cia e Manuel no rio Gravata\u00ed.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Era Caminho Deles \/ Comunidade Quilombola de Pedra Branca\/ Document\u00e1rio \/ 19\u201926\u201d \/ Comunidade Quilombola de Pedra Branca &#8211; Vargem Alta &#8211; ES \/ 2023 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 2022, a equipe do Cine Quilombola convidou quatro comunidades quilombolas capixabas a realizar, a partir de oficinas ofertadas, um experimento de cinema de grupo por meio do qual poderiam observar, contar e registrar em imagens e sons cenas do cotidiano. Em cada territ\u00f3rio, moradores de diferentes idades assumiram o desafio e, ao longo de tr\u00eas dias, com c\u00e2meras profissionais e celular, identificaram narrativas ligadas aos saberes tradicionais, personalidades, hist\u00f3rias, paisagens, mem\u00f3rias pessoais e coletivas. Cada grupo construiu seu filme-carta para dialogar com outras comunidades por meio de correspond\u00eancias audiovisuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Camburi Resiste \/ Guilherme Rezende Landim \/ Document\u00e1rio \/ 17\u201949\u201d \/ Comunidade Quilombola do Camburi Ubatuba &#8211; SP \/ 2024 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O document\u00e1rio \u201cCamburi Resiste\u201d trata das mem\u00f3rias afetivas da Comunidade Quilombola em Ubatuba (SP). As narrativas orais e visuais dos(as) habitantes do Camburi s\u00e3o pensadas como o germinar das plantas, atravessadas por din\u00e2micas de ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio, riscos e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que afetam seu desenvolvimento. A vulnerabilidade e a injusti\u00e7a clim\u00e1tica, as quest\u00f5es ambientais, o patrim\u00f4nio cultural, natural e alimentar s\u00e3o alguns dos principais eixos narrativos da pesquisa nesse territ\u00f3rio resistente e em conflito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Olhos de Anast\u00e1cia: Conex\u00f5es Quilombolas \/ Jhonatan Gomes e Vanessa Rodrigues \/ Document\u00e1rio \/ 24\u201945\u201d \/ Quilombo da Anast\u00e1cia &#8211; Viam\u00e3o &#8211; RS e Quilombo Manoel Barbosa &#8211; Gravata\u00ed &#8211; RS \/ 2021 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O document\u00e1rio d\u00e1 voz \u00e0 4 mulheres, representantes das comunidades Quilombo da Anast\u00e1cia e Quilombo Manoel Barbosa, onde falam sobre suas hist\u00f3rias e as hist\u00f3rias de suas antepassadas, ex-escravizadas que deram seu sangue para que as futuras gera\u00e7\u00f5es tivessem onde morar, mesmo com todas as adversidades impostas pela sociedade da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sess\u00e3o de Encerramento &#8211; 19:00<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Nota da curadoria<\/em><\/strong>: <em>Na nossa sess\u00e3o de encerramento, apresentamos as pioneiras:\u00a0 mulheres negras quilombolas e seu protagonismo de luta.\u00a0 Abrimos com <strong>Dandaras, a for\u00e7a da mulher quilombola<\/strong> onde Aquantunes, Nzingas, e\u00a0 Sebastianas se espelham nas batalhas do campo e dos corredores da esplanada do minist\u00e9rio em busca de direitos. Seguidas por <strong>O destino de um povo<\/strong>, tra\u00e7ado pelos afazeres da ro\u00e7a de Dona Joana, e na sabedoria da av\u00f3 Alvina, raiz ind\u00edgena dela e de outras plantas cultivadas no seu quintal. Em <strong>Guerreiras Quilombolas do Castainho: nossa ancestralidade nos guia<\/strong> Marinete, No\u00eamia e Dite, criaram legado com o grupo mulheres que organizam a si mesmas, conectando ancestralidades dos quilombos de Garanh\u00f5es. Encerrando com <strong>\u00a0Quilombelas <\/strong>em que marias, rosas, e outras mulheres\u00a0 empregam suas rezas contra o males, para n\u00e3o queimar as panelas e adoecer entre a sobreviv\u00eancia cotidiana e a luta por direitos para suas fam\u00edlias no Quilombo de Tabuleiro da Vit\u00f3ria na Bahia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dandaras: A For\u00e7a da Mulher Quilombola \/ Ana Carolina Fernandes \/ Document\u00e1rio \/ 30&#8217;10&#8221; \/ Quilombo Carrapatos da Tabatinga &#8211; Bom Despacho-MG, Quilombo Mato do Ti\u00e7\u00e3o &#8211; Jaboticatubas &#8211; MG, Quilombo Arturos &#8211; Contagem &#8211; MG e Quilombo Chacrinha dos Pretos &#8211; Belo Vale \u2013 MG \/ 2015 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8216;DANDARAS &#8211; a for\u00e7a da mulher quilombola\u2019 \u00e9 um v\u00eddeo que tem o objetivo de apresentar as trajet\u00f3rias e o engajamento de mulheres quilombolas que atuam como lideran\u00e7as pol\u00edticas de suas comunidades e do movimento quilombola como um todo. Quais ser\u00e3o os discursos destas mulheres sobre suas trajet\u00f3rias?\u00a0 Busca-se, a partir dos pontos de vista de algumas destas lideran\u00e7as, conhecer os motivos que as levaram a ocupar estas posi\u00e7\u00f5es e aqueles que as fazem permanecer na luta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Baixa Funda: O Destino de um Povo \/ Marcello Sannyos \/ Document\u00e1rio \/ 15\u201939\u201d \/ Comunidade Quilombola Baixa Funda &#8211; Urucuia &#8211; MG \/ 2018 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dona Joana, descendente de negros e \u00edndios, m\u00e3e de 11 filhos, relata suas hist\u00f3rias, anseios, cren\u00e7as e o cotidiano na lida da vida rural na Comunidade Baixa Funda, em Urucuia, Minas Gerais. A hist\u00f3ria come\u00e7a a partir do relato oral que a matriarca da comunidade, Dona Joana Martiliana, com seu 1,50 metros de altura, olhar sereno, de voz rouca, de pele negra e enrugada, com dentes apenas na parte inferior da boca e de apar\u00eancia forte, com m\u00e3os calejadas da ro\u00e7a e de tra\u00e7os marcados pela simplicidade. Ela \u00e9 a personagem central e a figura mais emblem\u00e1tica da comunidade. Por ser a mais velha, esta senhora guarda a sabedoria da vida e a hist\u00f3ria de seus antecedentes. \u00c9 ela que transmite oralmente, assim como aprendeu, do seu modo simples, os fatos e causos ocorridos nos tempos passados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guerreiras Quilombolas do Castainho: Nossa Ancestralidade nos Guia \/ Alda F\u00e9lix,&nbsp; \u00c2ngela Pereira e Thaiara Lago \/ Document\u00e1rio \/ 15\u201931\u201d \/ Quilombo Castainho &#8211; Garanhuns &#8211; PE \/ 2022 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, a mem\u00f3ria de resist\u00eancia das mulheres quilombolas foi transmitida de maneira oral, atravessando gera\u00e7\u00f5es. Com a b\u00ean\u00e7\u00e3o da ancestralidade que sempre ensinou as que vieram depois, essas mulheres foram e s\u00e3o at\u00e9 hoje como um rio que acolhe e flui, recriando pessoas e oportunidades em suas comunidades. Convivendo no e com seu territ\u00f3rio campesino no agreste setentrional Pernambucano, na cidade de Garanhuns, est\u00e1 o Grupo Guerreiras Quilombolas do Castainho, que desde 2015 constr\u00f3i a luta das mulheres em busca de autonomia e reafirma\u00e7\u00e3o da identidade negra quilombola.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quilombelas \/ Felipe Wenceslau \/ Document\u00e1rio \/ 17&#8217;25\u201d \/ Quilombo Tabuleiro da Vit\u00f3ria &#8211; Cachoeira &#8211; BA&nbsp; \/ 2020 \/ Livre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres da Comunidade Quilombola do Tabuleiro da Vit\u00f3ria, situado onde hoje se encontra o munic\u00edpio de Cachoeira, na Bahia, narram um pouco das suas viv\u00eancias, entremeadas pelas rezas, pelos cantos, dan\u00e7as, festas, pelo trabalho do cuidado com a comunidade, lutas pol\u00edticas e muita resist\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PROGRAMA\u00c7\u00c3O Os ingressos s\u00e3o gratuitos, metade fica dispon\u00edvel para retida neste site e a outra metade meia hora antes da sess\u00e3o, na bilheteria do Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89 &#8211; BH &#8211; MG). 1\u00ba DIA&nbsp; &#8211;&nbsp; QUARTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO Sess\u00e3o das 16:30 Quilombo Rio dos Macacos \/ Josias Pires \/ Document\u00e1rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-410","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/410"}],"collection":[{"href":"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=410"}],"version-history":[{"count":20,"href":"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/410\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":457,"href":"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/410\/revisions\/457"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cinemadosquilombos.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}